PROJETO SOBRE A DEPRESSÃO EM DISCENTES DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS.

6 de jun. de 2019
4 min de leitura
Atualizado: 17 de jun. de 2019
Questão do problema:
Quais os fatores que provocam a depressão em discentes da universidade pública de ensino superior?
Hipótese:
Pressão,medo e insegurança do futuro
Justificativa:
A depressão é um distúrbio que gera uma tristeza profunda, perda de interesse generalizado, falta de ânimo, de apetite, ausência de prazer e oscilações de humor que podem acabar em pensamentos suicidas, a cada ano que se passa ela encontra-se cada dia mais presente nas vidas e no conhecimento de diversas pessoas.
O tema foi selecionado e investigado, pois a depressão em universitários é um tema sério e de um cunho social importante e preocupante o objetivo do presente estudo é a investigação a respeito da depressão em foco em jovens universitários, identificar a influência que a sociedade tem na formação acadêmica e escolhas realizadas pelo indivíduo.
O medo do futuro e a preocupação de ‘ser alguém melhor’ levam o jovem a cada dia mais buscar por coisas melhores isso vem gerando uma carga psicológica muito grande deixando os jovens cada dia mais vulneráveis ao estresse, ansiedade e depressão, além disso, a pressão exercida pela família que acreditam muitas vezes que estão fazendo um bem, mas acabam por trazer mais sentimento de insegurança.
Referencial Teórico:
De acordo com a pesquisadora Fernanda La Cruz, o medo de pensar no futuro e a pressão social exigida por diferentes ambientes, seja ele amigos, família, profissionais, atacam esses jovens e os deixam cada vez mais vulneráveis a esse princípio da depressão. Em 2016, foi realizado um estudo que constatou que 7 em cada 10 alunos têm alguma dificuldade, algum tipo de transtorno durante todo o período para a graduação. E essa base de problemas não é unicamente exclusivas no Brasil, vários estudos apontam que em vários outros países essa estatística só aumenta ao passar dos anos, o medo do fracasso dos alunos e a suscetibilidade à depressão são cada vez maiores. A pressão sofrida pelos jovens, as altas expectativas para a vida acadêmica acabam contribuindo para o desenvolvimento desse dilema, pois quando tal aluno chega ao âmbito acadêmico de depara com algo que ele não planejava e acaba cheio de mágoas e frustrações.
O suicídio também é um dos grandes fatores que anda lado a lado com tais problemas depressivos, déficit de atenção, dislexia. A OMS contatou que o suicídio geral mais de 800 mortes por anos entre jovens de 15 a 29 anos, e mais a da maioria deles são pessoas frutadas com o futuro, com medo do fracasso e de não serem bem sucedidas. Várias universidades nos últimos anos estão dando porta de entrada para iniciativas de controle dessa margem de problemas, com salas próprias para áreas psicológicas, com profissionais dessa área que tem como objetivo de tentar amenizar esses problemas para assim dar uma melhor qualidade de vida para os discentes que passam todos os dias e sofrem com esse sentimento.
Referencial teórico:
De acordo com os pesquisadores Hélida Maravilha Dantas e Sousa Almeida, Maria Heloisa Alves Benedito e Sávio Benvindo Ferreira todos da UFCG, os universitários são uma classe de jovens que possui uma realidade muito específica, por causa do ambiente acadêmico e fatores sociais, e vem chamando a atenção de muitos pesquisadores por apresentarem um aumento significativo no desenvolvimento das doenças neuropsíquicas, em destaque a depressão, que em casos graves levam ao suicídio. Essas enfermidades estão cada vez mais provocando um impacto na saúde mundial. Os jovens constituem um grupo social com características específicas, e por estarem saindo da adolescência e entrando na idade adulta, apresentam muitas vezes uma cobrança interna grande principalmente na forma como percebem a vida e uma externa representada em como a sociedade o considera. A cobrança sociocultural que essa classe sofre é evidente e ainda é um tabu na atualidade, o que acaba, diversas vezes, repercutindo em suas atitudes, os levando a um estilo de vida prejudicial à saúde em vários aspectos. Foram múltiplos os fatores encontrados na revisão literária sobre a idealização suicida, sendo os principais fatores associados ao suicídio: depressão 100%; transtornos psíquicos 64%; abuso de substâncias ilícitas 37%; desesperança 28%; abuso sexual 10%. Tendo uma ligação direta com o público mais susceptível a esse problema, que são as mulheres e os autodeclarados LGBT, já que estes são os que mais adquirem psicopatologias, em especial a depressão e estão mais vulneráveis a abuso e assédio sexual. Os tumultos da sociedade moderna provocam um aumento nos níveis de estresse e ansiedade dos indivíduos, que por muitas vezes levam ao surgimento da depressão principalmente nos jovens, em destaque os universitários. Por isso cada vez mais pesquisadores tem buscado identificar os fatores associados ao suicídio em discentes de instituições de ensino superior. Torna-se imprescindível as universidades e a sociedade no geral o conhecimento desses fatores associados ao suicídio de graduandos, pois assim será possível realizar a identificação desses itens e assim realizar medidas de combate e prevenção, melhorando o ambiente acadêmico, social e a saúde como um todo. Para tanto, as pesquisas nessa vertente ainda são escassas, em destaque nas áreas de investigação de tais fatores e de projetos no tratamento e profilaxia dos universitários.
Metodologia:
Abordagem metodológica da pesquisa consiste em pesquisas bibliográficas a partir de sites e pesquisas na internet sobre o tema que originará a resolução dos dados e problemas levantados.
Também será realizado uma pesquisa de campo com questionário na turma 2019.1 para a elaboração da base de estatísticas do nosso projeto, com a intenção de ir ao nível de uma escala maior, com outras turmas, outras áreas e até outros campus, no decorrer do estudo.
Cronograma:

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