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Fichamento Vitoria Pereira

Foto do escritor: Projeto de Pesquisas
Projeto de Pesquisas
26 de abr. de 2019
2 min de leitura

Transtorno do pânico: nível de stress e locus de controle

Introdução

O transtorno do pânico (TP) é descrito pela CID-10 (1993) como um quadro clínico caracterizado por ataques recorrentes de ansiedade grave, imprevisíveis e irrestritos a qualquer situação ou circunstâncias particulares. De início súbito, caracteriza-se pela apresentação de sinais físicos como palpitação, dor no peito, sensações de choque e tontura concomitantes à presença de sintomas psicológicos de medo secundário de morrer, de perder o controle ou ficar louco. Os dados epidemiológicos apontam para uma prevalência no período de vida de aproximadamente 1,5% a 2,0% da população geral; a proporção entre os sexos é de aproximadamente duas mulheres para um homem, ocorrendo mais frequentemente na idade adulta jovem, por volta dos 25 anos de idade (Kaplan & Sadock, 1997). O TP caracteriza-se, ainda, por ser um quadro clínico no qual são observados elevados níveis de comorbidade que interferem na evolução do transtorno (Hirschfeld, 1996; Gorman & Coplan, 1996; Nascimento, 1998). Hirschfeld (1996) chama a atenção para o fato de que a frequência de recaídas no TP tem sido considerada maior quando ocorre a associação a outro quadro clínico, e aponta, como um exemplo comum de comorbidade, o desenvolvimento da agorafobia, que se caracteriza pelo comportamento de esquiva de situações públicas pelo receio de afastar-se de casa ou de pessoas que forneçam segurança, favorecendo a cronicidade das manifestações (Lima, Lima & Mari, 1997).

Método

A amostra foi composta por trinta pessoas adultas divididas em dois grupos de quinze participantes, sendo um grupo com diagnóstico clínico de TP em atendimento em um ambulatório especializado de um hospital-escola e outro grupo de comparação com quinze sujeitos sem diagnóstico psiquiátrico e sistematicamente avaliados. O critério para a inclusão no grupo de TP envolveu a avaliação através da Entrevista Clínica Estruturada (Structured Clinical Interview Diagnostic -SCID) para o DSM-III-R. Todos os sujeitos passaram pelo Módulo de Revisão Geral e pelo Módulo de Distúrbios de Ansiedade, adaptado segundo os critérios diagnósticos para TP do DSM-IV. Após confirmação diagnóstica, foram aplicados os demais módulos da SCID para a exclusão de comorbidades, sendo encaminhados para compor a amostra os sujeitos com diagnóstico de TP, aceitando-se apenas a comorbidade com agorafobia.

Procedimento

Os participantes foram avaliados individualmente, em uma única sessão, sendo os instrumentos aplicados segundo as recomendações técnicas após breve rapport na seguinte ordem: entrevista abordando aspectos relativos à qualidade de vida e a atividades sociais e profissionais; ISSL e Escala de Locus de Controle de Levenson.

Quanto ao Inventário de Sintomas de Stress de Lipp (ISSL), os dados foram comparados às normas de Lipp (2000) com o objetivo de identificar a presença de indicadores de stress e, quando da confirmação desses, buscou-se identificar a fase de stress correspondente e o predomínio de sintomas físicos e/ou psicológicos.

 
 
 

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